{"id":631,"date":"2024-03-22T13:02:55","date_gmt":"2024-03-22T16:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/?p=631"},"modified":"2024-03-22T13:02:55","modified_gmt":"2024-03-22T16:02:55","slug":"empoderadas-se-reunem-em-mesa-especial-do-dia-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/?p=631","title":{"rendered":"\u201cEmpoderadas\u201d se re\u00fanem em mesa especial do Dia da Mulher"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-3\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/826a6b_2834c1d6525042ddbce6551b04323f01mv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-632\" srcset=\"https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/826a6b_2834c1d6525042ddbce6551b04323f01mv2.jpg 960w, https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/826a6b_2834c1d6525042ddbce6551b04323f01mv2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/826a6b_2834c1d6525042ddbce6551b04323f01mv2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.voarteatrodebonecos.com.br\/ciateatro\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/826a6b_2834c1d6525042ddbce6551b04323f01mv2-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow\">\n<p>No dia 8 de mar\u00e7o, segunda-feira, \u00e0s 19h, a BDB Cultural realiza o evento \u201cMulheres empoderadas: diferentes vis\u00f5es, diferentes vers\u00f5es\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Evento contar\u00e1 com falas da rapper Rebeca Realleza, da professora da UnB S\u00f4nia Marise e da diretora do IBICT, Cec\u00edlia Leite.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>FOTO: Rapper Rebeca Realeza &#8211; Barbara Portela\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bb5gk\">Embora a palavra \u201cempoderamento\u201d s\u00f3 tenha ganhado uso no portugu\u00eas brasileiro ao longo dos \u00faltimos 10 anos, o esp\u00edrito que ela resume sempre esteve nas lutas pela equidade de g\u00eanero no Brasil. \u00c9 pensando nesta palavra de tanto significado, al\u00e9m de refletir tamb\u00e9m sobre a hist\u00f3ria das mulheres feministas e, claro, sobre as viv\u00eancias de um presente de desafios e de conquistas, que a BDB Cultural criou uma mesa de debate para comemorar o Dia Internacional da Mulher.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-87ceo\">No pr\u00f3prio dia 8 de mar\u00e7o, segunda-feira, \u00e0s 19h, a BDB Cultural realiza o evento \u201cMulheres empoderadas: diferentes vis\u00f5es, diferentes vers\u00f5es\u201d. Reunindo mulheres de sucesso em diferentes \u00e2mbitos profissionais, todas radicadas em Bras\u00edlia, a mesa contar\u00e1 com as falas da rapper Rebeca Realleza; da professora da UnB S\u00f4nia Marise; e da diretora do IBICT, Cec\u00edlia Leite. A media\u00e7\u00e3o do evento ser\u00e1 feita pela coordenadora de atividades digitais da BDB Cultural, Nathalia Kelday.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4qoou\">O debate promete fazer uma celebra\u00e7\u00e3o do Dia da Mulher que lembre de seu hist\u00f3rico de lutas, mas que tamb\u00e9m apresente os meios que cada uma delas, em seus respectivos setores, superou as barreiras impostas por sistemas econ\u00f4micos, educacionais e sociais que privilegiavam a fala masculina. Cada uma das convidadas focando em um aspecto: Realleza no empreendedorismo cultural, Marise na ci\u00eancia e Leite na organiza\u00e7\u00e3o civil, segundo adianta a mediadora do evento.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3v2bj\">\u201cO mundo est\u00e1 passando por uma migra\u00e7\u00e3o do poderio masculino para o feminino, que deve se consolidar nos pr\u00f3ximos 50 anos. Enquanto ainda vivemos a transi\u00e7\u00e3o, as mulheres encontram muitos desafios para a afirma\u00e7\u00e3o profissional e social. Ent\u00e3o, nessa mesa, espero descobrir um pouco mais das peculiaridades da perspectiva feminina nos universos do empreendedorismo, da academia e da organiza\u00e7\u00e3o civil e como podemos mudar pequenos h\u00e1bitos para promover o equil\u00edbrio de g\u00eaneros nesses segmentos.\u201d, diz Nathalia Kelday.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-6sci5\"><strong>Conquistas e batalhas a serem disputadas marcam as falas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8q4eb\">Voltando-se ao aspecto acad\u00eamico, a professora S\u00f4nia Marise ir\u00e1 tratar das dificuldades enfrentadas por mulheres dentro do ambiente educacional. \u201cMesmo mulheres de classe m\u00e9dia, que conseguem avan\u00e7ar em seus estudos, elas enfrentam muitas dificuldades para serem ouvidas e h\u00e1 \u00e1reas do conhecimento em que a presen\u00e7a delas ainda \u00e9 vista com estranhamento, como as engenharias e os cursos voltados \u00e0 tecnologia. A mulher tem muitos empecilhos para manter sua carreira acad\u00eamica, muitas vezes na necessidade de sustentar e manter o pr\u00f3prio lar. A responsabilidade da casa ainda est\u00e1 com elas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2vhjj\">A professora S\u00f4nia tamb\u00e9m aproveita a oportunidade para tratar de suas pr\u00f3prias pesquisas dentro da UnB, incluindo uma an\u00e1lise de dados sobre a alta porcentagem de mulheres em vulnerabilidade social que s\u00e3o obrigadas pelas circunst\u00e2ncias a empreender. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9, claro, ainda mais dura para as mulheres pobres. Elas s\u00e3o obrigadas, por um sistema que n\u00e3o d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de estudo, a empreender em carreiras de for\u00e7a f\u00edsica, empregadas, passadeiras, para sustentar fam\u00edlias em que a figura masculina \u00e9 ausente. No mundo em que tudo se mercantilizou, a gente tem que trabalhar o empoderamento do ponto de vista econ\u00f4mico, a liberdade de gerir as finan\u00e7as sem ser escravo delas, mas isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. O processo educativo \u00e9 fundamental para construir novas gera\u00e7\u00f5es com mais respeito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-e7t45\">As novas gera\u00e7\u00f5es s\u00e3o tema do trabalho da rapper Rebeca Realleza. Ela lan\u00e7ou no ano passado um EP que discute diretamente as viv\u00eancias da mulher negra e perif\u00e9rica em um di\u00e1logo direto com este p\u00fablico-alvo. \u201cN\u00e3o fiz meu trabalho pensando: tenho que falar de feminismo negro, foi pensando em falar sobre mim. Na minha viv\u00eancia, eu sempre fui silenciada e o que eu quis foi dar nome aos processos que eu sofri, mas n\u00e3o de uma forma t\u00e9cnica, para a academia. Houve uma academiciza\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia. Ela come\u00e7ou a falar uma l\u00edngua que as pessoas que realmente est\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem entender. Afastou-se do p\u00fablico-alvo e perdeu di\u00e1logo com quem realmente interessa. Eu quero ter liberdade e respeito por necessidades emocionais, concretas. As mulheres querem igualdade econ\u00f4mica para que seus filhos comam, o fim da viol\u00eancia para serem felizes&#8230; Acho que precisamos de uma milit\u00e2ncia mais pr\u00f3xima do quente, da viv\u00eancia\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-febt0\">Como exerc\u00edcio, Rebeca imagina um mundo daqui 50 anos em que estes temas j\u00e1 estejam melhor trabalhados. \u201cQue crian\u00e7as, homens, todos possam estar falando sobre feminismo e sendo ouvidos tamb\u00e9m. Que a gente possa fazer um debate sobre feminismo com homens entrevistados. Porque quando uma pessoa \u00e9 homof\u00f3bica ela \u00e9 sexista, \u00e9 racista, \u00e9 tudo ao mesmo tempo. Esses debates est\u00e3o interligados, ent\u00e3o o combate a eles deve estar tamb\u00e9m. Uma mulher branca de classe alta pode lutar ao meu lado em tudo, n\u00e3o s\u00f3 do lado do g\u00eanero, mas da diversidade sexual, da sustentabilidade&#8230; Enfim, que seja um mundo que se escute.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-64o5e\">A professora Cec\u00edlia Leite, diretora do IBICT, faz um exerc\u00edcio imaginativo de futuro muito semelhante a esse. \u201cEu acho que enquanto o feminismo for uma luta, a gente n\u00e3o chegou l\u00e1. Isso tem que ser algo completamente natural. Somos seres da natureza. Em g\u00eanero biol\u00f3gico temos caracter\u00edsticas distintas, mas que n\u00e3o s\u00e3o a origem de tantos complexos socias. Por muitos anos, as mulheres que tinham que interpretar pap\u00e9is masculinos, por exemplo, para ter liberdade. Mas os homens tamb\u00e9m podem se libertar a partir dessa conson\u00e2ncia. Acredito em um futuro de complementaridade de energias, da riqueza que pode dar um trabalho em conson\u00e2ncia e colabora\u00e7\u00e3o. Eu trabalho com tecnologia, mas n\u00e3o ser\u00e1 uma delas que resolver\u00e1 esse problema. Enquanto n\u00e3o focarmos no humano as coisas n\u00e3o v\u00e3o andar da forma que devem\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8u14q\"><strong>Sobre a BDB Cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-43pg\">A BDB Cultural \u00e9 uma iniciativa do governo federal, por meio do Minist\u00e9rio do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Concei\u00e7\u00e3o Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colabora\u00e7\u00e3o, com a organiza\u00e7\u00e3o social Voar Arte para a Inf\u00e2ncia e Juventude. A agenda que o projeto executar\u00e1 na BDB segue at\u00e9 mar\u00e7o de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4dtha\">\u201cCom a BDB Cultural, vamos renovar a pr\u00e1tica de ser uma refer\u00eancia a outras bibliotecas do pa\u00eds para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espa\u00e7os\u201d, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3odg0\">Para saber mais sobre os pr\u00f3ximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/BDBCultural\" rel=\"noreferrer noopener\">(https:\/\/www.youtube.com\/c\/BDBCultural<\/a> ), no Facebook <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bdbcultural\" rel=\"noreferrer noopener\">(https:\/\/www.facebook.com\/bdbcultural<\/a> ) e no Instagram <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bdbcultural\/\" rel=\"noreferrer noopener\">(https:\/\/www.instagram.com\/bdbcultural\/<\/a> ) da iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8jb1f\"><strong>Sobre as convidadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-el497\">Cec\u00edlia Leite \u00e9 diretora do Instituto Brasileiro de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia (IBICT). Possui doutorado em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB, 2003). Em 2002, ao lado de Emir Sauiden, como parte de sua pesquisa de doutorado, desenvolveu uma metodologia de inclus\u00e3o digital para a inclus\u00e3o social (Escola Digital Integrada &#8211; EDI) que posteriormente se transformou na Lei n\u00ba 3275 do Governo do Distrito Federal, tornando obrigat\u00f3ria a sua utiliza\u00e7\u00e3o no ensino p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-cpqns\">Rebeca Realleza \u00e9 uma rapper de Ceil\u00e2ndia-DF. Ela se tornou uma refer\u00eancia pelas letras de suas can\u00e7\u00f5es que exaltavam a periferia sem mascarar nem seus defeitos nem suas qualidades. No ano passado, ela lan\u00e7ou seu primeiro EP, \u201cAfrontosa\u201d, com sete faixas que mesclam as lutas do movimento negro com as do movimento feminista em rimas \u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-dgupr\">S\u00f4nia Marise \u00e9 professora de sociologia na Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Pesquisadora nas \u00e1reas de inova\u00e7\u00e3o, empreendedorismo, economia solid\u00e1ria e tecnologia social, a professora foi diretora de Assuntos Comunit\u00e1rios da UnB e liderou uma s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es para coibir amea\u00e7as de estupro dentro da institui\u00e7\u00e3o. Sua defesa das alunas a tornou uma refer\u00eancia nesta luta.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3e94s\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-gtd7\">BDB Cultural \u2013 Mar\u00e7o de 2021<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-41ghu\">Mesa de debate com o tema \u201cMulheres empoderadas: diferentes vis\u00f5es, diferentes vers\u00f5es\u201d com as participa\u00e7\u00f5es de Rebeca Realleza, Sonia Marise e Cec\u00edlia Leite. Media\u00e7\u00e3o de Nathalia Kelday.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-coki9\">08\/03 &#8211; Transmiss\u00e3o gratuita da palestra no Facebook e no Youtube da BDB Cultural \u00e0s 19h.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-32bbl\">Outras informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-a7q7c\">Facebook.com\/bdbcultural<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-d5di4\">Instagram &#8211; @bdbcultural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 8 de mar\u00e7o, segunda-feira, \u00e0s 19h, a BDB Cultural realiza o evento \u201cMulheres empoderadas: diferentes vis\u00f5es, diferentes vers\u00f5es\u201d Evento contar\u00e1 com falas da rapper Rebeca Realleza, da professora da UnB S\u00f4nia Marise e da diretora do IBICT, Cec\u00edlia Leite. 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